Em tempo de perdas e retiradas de direitos, bem como ataques desmedidos e concretos à educação pública, gratuita e de qualidade socialmente referenciada, e do desmonte do serviço público, urge que nos apresentemos ao conjunto dos setores democráticos da sociedade e do IF Baiano para construir uma outra Sociedade e um outro Instituto Federal Baiano.
O IF Baiano tem sua origem baseada no “aprender a fazer e fazer para apreender” era a estrutura de suporte às antigas Escolas Agrotécnicas Federais com Unidades de Ensino e produção (UEP’S), que produziam e comercializavam produtos, técnicas de produção para as fazendas da região, assim como as antigas Escolas Médias de Agropecuária Regional – EMARC’s. Foi justamente esse viés que dificultou práticas participativas e reproduziram traços autoritários.
O Instituto Federal Baiano, com os resquícios da tradição oligárquico-coronelista, tem vivido um processo de profunda fragmentação, precarização e autoritarismo, que por vezes, ao revelar-se como uma frágil instituição democrática, nos faz acreditar que o projeto de Instituto Federal Baiano ainda não se concretizou.
A ousadia, a coragem e a extraordinária capacidade de luta dos seus estudantes, Técnicos Administrativos e Professoras e Professores, nos levam a acreditar que ainda é possível transformar o IF Baiano numa instituição de ponta no ensino, na pesquisa e na extensão, referenciada socialmente, que articule as necessidades sociais às necessidades que a Rede Federal de Ensino requer para alcançarmos tal patamar de inserção social, regional, local, articulada ao desenvolvimento nacional. Em 2010, com a chegada de servidoras e servidores concursadas/os, a partir do processo de expansão da Rede Federal, o IF Baiano tem seus quadros renovados. Um novo IF Baiano se projeta no campo das ideias. Isso tudo faz com que uma nova concepção de escola comece a se construir, e por consequência uma força de resistência começa a contestar a gestão até então. A partir de 2010, o movimento sindical de base do IF Baiano começa a se fortalecer a partir da reorganização do SINASEFE (Não podemos permitir que a nossa história seja omitida).
Em 2011, vivíamos em plena expansão da Rede Federal de Ensino e a partir da organização das trabalhadoras e trabalhadores, em nossas assembleias de bases construímos uma pauta de luta local que circulava em torno de cinco grandes eixos: Gestão Democrática; Capacitação dos Servidores, Regime de Trabalho dos Servidores; Progressão Docente; Infraestrutura e equipamentos para os campus. Reivindicávamos, ainda, a publicização da pauta das reuniões do Colégio de Dirigentes e do Conselho Superior do IF Baiano, bem como das reuniões locais com Direções e Coordenações nos Campi. Ainda há muito por conquistar! Essa massa de trabalhadores/as compreende a necessidade de organização da classe e luta desde então por melhores condições de trabalho e na defesa intransigente da educação, pública, laica, gratuita, inclusiva, democrática e de qualidade socialmente referenciada!
O SINASEFE IFBAIANO é fruto da unificação da luta dos vários campi do Instituto IF Baiano que buscaram se organizar a partir da criação do Fórum do Sinasefe na Bahia em 2015, mesmo ano que ocorre a criação do SINASEFE IFBAIANO. Ocorreu a dissolução da Seção Senhor do Bonfim e a adesão deste campus, mais, Itaberaba, Itapetinga, Reitoria, Serrinha, T. de Freitas, Uruçuca, Valença e Xique-Xique à SINASEFE/SECAO SINDICAL DOS SERVIDORES DA ESCOLA AGROTÉCNICA FEDERAL DE SANTA INÊS – BA, que politicamente pela unidade dos trabalhadores/as passa a se denominar Seção SINASEFE IFBAIANO com sede em Santa Inês. Mais recentemente, tivemos a adesão do campus Alagoinhas à Seção SINASEFE IFBAIANO. A unidade dos Trabalhadores e Trabalhadoras da Educação Básica, Profissional e Tecnológica nos trouxe até aqui, superamos os vários governos, a pandemia e nos mantemos resistentes na defesa da Rede Federal e da Educação Pública, Gratuita!





